O que é
As cirurgias otológicas tratam doenças do ouvido externo e médio. As mais frequentes são a colocação de tubo de ventilação em crianças com otite serosa persistente, a timpanoplastia para fechar perfurações do tímpano e a mastoidectomia para otites crônicas com colesteatoma.
A estapedotomia trata a otosclerose, doença que enrijece um dos ossículos do ouvido e causa perda auditiva progressiva. Cada procedimento é indicado após avaliação clínica, audiometria, impedanciometria e, quando necessário, tomografia.
Quando é indicada
- Otite serosa persistente com perda auditiva em crianças (tubo de ventilação)
- Perfuração do tímpano que não fecha espontaneamente (timpanoplastia)
- Otite média crônica com secreção recorrente ou colesteatoma (mastoidectomia)
- Otosclerose com perda auditiva condutiva (estapedotomia)
- Otites de repetição que não respondem ao tratamento clínico
Como é feita
- Realizadas em hospital. A colocação de tubo de ventilação é rápida, feita sob sedação ou anestesia geral leve, com alta no mesmo dia.
- Timpanoplastia, mastoidectomia e estapedotomia são feitas sob anestesia geral, com microscópio ou endoscópio, por dentro do conduto auditivo ou por pequena incisão atrás da orelha.
- A duração varia de 15 minutos (tubo) a 2 ou 3 horas (mastoidectomia).
Recuperação
- Proteger o ouvido da água durante o período indicado pelo cirurgião.
- Evitar assoar o nariz com força, voos e mergulho nas primeiras semanas.
- Audiometria de controle após a cicatrização para avaliar o ganho auditivo.
Riscos, benefícios e alternativas são discutidos individualmente em consulta. Os resultados variam de pessoa para pessoa e não podem ser garantidos.
Perguntas frequentes sobre cirurgias do ouvido
A timpanoplastia recupera a audição?
O objetivo principal é fechar a perfuração e proteger o ouvido de infecções. Em muitos casos há melhora da audição, que depende do estado dos ossículos e da orelha interna.
O tubo de ventilação precisa ser retirado?
Na maioria das vezes o tubo sai sozinho entre 6 e 18 meses, à medida que o tímpano cicatriza. O acompanhamento em consulta verifica isso.
Colesteatoma é câncer?
Não. É um acúmulo de pele no ouvido médio que cresce e destrói estruturas vizinhas se não for tratado. O tratamento é cirúrgico.
Essas cirurgias são cobertas pelos convênios?
Fazem parte do rol da ANS e são autorizadas conforme as regras de cada operadora, após indicação em consulta.
Conteúdo educativo revisado por Dr. Hugo Fraga Barbosa Leite, médico otorrinolaringologista, CRM-RJ 52-83883-7, RQE 18042. Última revisão em 24 de outubro de 2026. Este texto não substitui a avaliação médica individual.